Veranópolis tem seu primeiro cão comunitário devidamente identificado; entenda

Essa foi a solução encontrada pela ONG Instinto Coruja, já que o canil e os lares temporários atingiram o limite de capacidade

A ONG Instinto Coruja, que trabalha em prol da causa animal em Veranópolis, divulgou nessa quinta-feira (25), que a cidade possui o seu primeiro cão comunitário devidamente identificado: o Paçoca. Tal ação foi realizada, tendo em vista a atual situação do Canil Municipal, que não comporta mais animais, já que foi projetado para 130 cães e hoje abriga cerca de 200.

Essa prática, de animal comunitário, foi aceita e adotada por muitas cidades do estado há alguns anos e, em 2019, criou-se a Lei n° 15.254, a qual ampara e regulamenta a existência de animais comunitários, a fim de encontrar uma alternativa de dar um suporte a eles, já que os espaços para cães e gatos abandonados costumam não dar conta da demanda.

Como isso funciona?

O Paçoca usa uma coleira vermelha, com plaquinha de identificação e, no verso da mesma, consta um número de contato para emergências que possam vir a acontecer. A ONG também forneceu uma casinha para ele se abrigar, a qual está identificada com uma placa informativa, além de auxiliar com a alimentação. Ele já foi castrado, iniciou o protocolo de vacinação e está com o controle de ecto e endoparasitas em dia. O cão fica solto e é cuidado pelos moradores do entorno. A casinha fica em um terreno baldio no Centro da cidade.

Segundo a presidente da ONG, Chraline Alecsandra Pitol, a ideia é seguir com esse projeto para poder auxiliar outros cães abandonados.

” […] as pessoas têm que mudar a mentalidade: o canil não é um depósito! Pretendemos dar continuidade a esse projeto para suprir essa necessidade de cuidado para os cães que, a sociedade, infelizmente, ainda abandona”, afirma.

A história do Paçoca é semelhante a de muitos cães, que começam a ser vistos andando pelas ruas. A ONG costuma fazer postagens, mas em muitos casos, os donos não aparecem. A partir da identificação de características de abandono, as voluntárias começam a pensar em soluções e nesse momento, com o canil e os lares temporários sem capacidade de receber mais animais, foi preciso ampliar as alternativas, adotando a de cão comunitário.

As percepções têm sido positivas em relação ao engajamento da comunidade com o Paçoca.

“A comunidade no entorno está engajada, alimentando-o, cuidando dele. Está ganhando carinho, nas noites de temporal e muito frio, tem uma família que puxa ele pra dentro da garagem. Tá bem bacana o engajamento da sociedade, ele está bem amparado. Não temos como ter certeza que um dia não vai acontecer algo, mas não temos outra alternativa no momento, a não ser dar esse suporte”, finaliza.

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Um Comentário

  1. Vejo ele todos os dias,ele é manso,sempre digo pra ele tá tudo bem? Peguei um no canil também,mas ele já tem 16 anos,cuidamos como um filho, porque na verdade a gente trata como filho.

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