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Randon apresenta primeiro semirreboque com sistema de tração elétrica na Fenatran

A Randon está apresentando na Fenatran o primeiro semirreboque com tração elétrica. Batizado de Hybrid R, o sistema foi desenvolvido em parceria com a Suspensys e com o Centro Tecnológico Randon.
A tecnologia e-Sys está em um semirreboque graneleiro da Randon na Fenatran, o campeão de vendas da marca, mas pode ser instalado em qualquer implemento da marca.

O semirreboque é um conceito ainda, e utiliza a energia recuperada em descidas e frenagens, e depois é usada em trechos de aclives. O sistema reduz o esforço do cavalo-mecânico, o que pode gerar uma economia de até 25% no consumo de combustível, dependendo da operação.

“Estamos apresentando uma solução totalmente disruptiva, que inverte a lógica vigente, porque a carreta passa a ajudar o caminhão com ganhos operacionais efetivos ao cliente e à natureza”, observa Daniel Randon, CEO das Empresas Randon.

A tecnologia de armazenamento e regeneração de energia elétrica é inspirada no sistema Kers, presente nos carros de Fórmula 1. Foram dois anos para desenvolvimento do sistema, em um trabalho conjunto das área de engenharia, laboratórios e campo de provas da Randon. A previsão da Randon é colocar o sistema a venda no mercado nacional e internacional.

O sistema e-Sys opera a partir de um conjunto eletromecânico formado por uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU), bateria, inversor e motor elétrico da WEG (acoplado a um eixo desenvolvido exclusivamente para este fim).

O sistema tem um algoritimo que foi desenvolvido para avaliar as condições de operação do implemento, permitindo que o implemento reduza o esforço do cavalo-mecânico em aclives, ponto onde mais se gasta combustível em uma viagem.

Quando o caminhoneiro usar os freios ou o veículo estiver em descidas e locais planos, o motor elétrico se transforma em um gerador, recuperando a energia elétrica e armazenando ela em baterias para uso na próxima subida. O sistema não usa energia do cavalo-mecânico, apenas a recuperada da própria rodagem.

Esse impulso dado no implemento não chega a empurrar o cavalo-mecânico. Há todo um sistema eletrônico inteligente no pino-rei que evita que a velocidade da carreta seja maior que a do cavalo.

A economia de combustível esperada é de até 25%, dependendo da carga e tipo de operação, além de menor desgaste de componentes dos freios e ganho em eficiência e velocidade média.

O sistema ainda não tem uma data para começar a ser comercializado.

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