Júri de skinheads: MP irá recorrer para aumentar penas e reverter prescrição

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Porto Alegre irá recorrer para aumentar as penas atribuídas aos réus Daniel Sperck e Leandro Jachetti, condenados a 14 anos de reclusão pelo ataque a Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn, ocorrido em 08 de maio de 2005. A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari também irá recorrer para reverter a extinção da punibilidade do crime imputado a Marcelo Moraes Cecílio, em virtude da desclassificação do crime para lesão corporal leve. O MP entende que a lesão causada por Cecílio foi grave e, portanto, não haveria prescrição.

O julgamento ocorreu entre quinta e sexta-feira, 21 e 22, e a sentença foi proferida pela juíza Cristiane Busatto Zardo, da 2ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre, após a meia-noite da sexta-feira. Além de Lúcia Callegari, atuou pelo MP o promotor de Justiça Luiz Eduardo do Oliveira Azevedo. Como assistentes de acusação, trabalharam os advogados João Batista Costa Saraiva e Helena Erick Sant’Anna.

Durante o júri, pela parte da acusação, foram ouvidas duas das vítimas e mais três testemunhas, além de três testemunhas de defesa e os réus.

O CASO

Segundo a denúncia do Ministério Público, na madrugada do dia 8 de maio de 2005, Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn caminhavam pela esquina das ruas Lima e Silva e República, no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, quando foram atacados por um grupo de skinheads, de ideologia neonazista. As vítimas usavam quipás (pequeno chapéu em forma de circunferência, usado pelos judeus). O grupo de agressores estava dentro do bar Pinguim quando avistou os rapazes em frente ao estabelecimento.

Rodrigo Fontella Matheus foi golpeado com arma branca, socos e pontapés. O crime só não se consumou porque a vítima contou com a intervenção de terceiros que estavam no local, bem como com pronto atendimento médico. Edson Nieves Santanna Júnior também foi atacado pelo grupo com golpes de arma branca, mas conseguiu escapar e buscar abrigo dentro do bar Pinguim. Por último, Alan Floyd Gipsztejn foi atacado, mas também conseguiu fugir para o interior de um bar.

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