Bolsa desaba 2% e dólar supera R$ 5,50 após fala de Lula e proposta prever furo no teto de gastos

'Vai cair a Bolsa, paciência', diz Lula na COP27

Em um novo discurso na 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP27), nesta quinta-feira (17), o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que além de na responsabilidade fiscal, é preciso pensar em responsabilidade social, e se “vai cair a Bolsa, vai aumentar o dólar… paciência”.

Segundo Lula, com o teto de gastos falta dinheiro para a saúde, educação, ciência e tecnologia e cultura. “Você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social e não mexe em um centavo do sistema financeiro. Você não mexe em um centavo daqueles juros que os banqueiros têm que receber. Se eu falar isso, vai cair Bolsa, vai aumentar o dólar… Paciência! O dólar não aumenta e a Bolsa não cai por conta das pessoas sérias, mas é por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia”, disse.

Logo na abertura da sessão, a moeda norte-americana chegou a disparar 2,76%, a R$ 5,5308, cotação acima de R$ 5,50 pela primeira vez desde julho. O avanço foi arrefecido e o dólar era negociado a R$ 5,47 (+1,68%) às 10h10.

Já o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, desaba mais de 2% nos primeiros negócios desta manhã, abaixo da marca de 108 mil pontos, o menor nível patamar desde o dia 29 de setembro, véspera do primeiro turno das eleições.

Segundo o petista, além da meta de inflação, é preciso ter meta de crescimento. As falas de Lula foram durante o evento do Brazil Climate Action Hub, grupo das organizações da sociedade civil que debatem ações climáticas.

“Esses dias, eu não sei se vocês acompanharam, eu fui fazer um discurso para os deputados e eu fazia o discurso que eu dizia na campanha, sabe? Que não adianta falar em responsabilidade fiscal, a gente tem que começar a pensar em responsabilidade social […] O que é um teto de gastos em um país?”, questionou Lula. 

Ele voltou a criticar o teto de gastos, que é a forma de limitar o aumento de despesas da União. “Se o teto de gastos fosse para discutir que a gente não vai pagar a quantidade de juros para o sistema financeiro que a gente paga todo ano, mas a gente fosse continuar mantendo as políticas sociais intactas, tudo bem”, afirmou.

Informações R7.

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