Conheça a história do rapaz natural de Cotiporã que não resistiu à fibrose cística após transplante

A mãe relembra as lutas enfrentadas por Eduardo Lazzarini (In memoriam)

Natural de Cotiporã, Eduardo Lazzarini (In memoriam), enfrentava, desde o diagnóstico, aos três meses, a fibrose cística, doença genética, crônica e progressiva. Ele esperou por um transplante de pulmão por quase três anos, e no dia 20 de abril de 2022 o tão sonhado procedimento foi realizado, mas infelizmente, ele não resistiu às complicações que surgiram e faleceu na sexta-feira (17), aos 31 anos.

“Depois do transplante ele permaneceu no CTI com seus altos e baixos até partir. Estava sempre confiante que o transplante ia fazer ele realizar seus objetivos de voltar a trabalhar, estudar, passear, ter uma vida normal, mas ele não conseguiu”, afirma a mãe, Ilisiane Maria Rasador Lazzarini.

Eduardo e sua família se mudaram para Bento Gonçalves há 24 anos. Eles conviveram com a doença desde uma época em que nem a conheciam completamente. Conforme Ilisiane, com o passar dos anos, foram realizados tratamentos, fisioterapia e foram necessárias diversas internações hospitalares.

“Ele sentia falta de ar e cansaço. Essa doença atinge o pulmões, gera pouca vontade de comer, perda de peso, diabetes. É muito séria e complicada, exige muitos cuidados. Ele sempre foi muito de se cuidar, mas mesmo assim, ela foi cruel com ele”, salienta.

Apesar dos cuidados que eram precisos, Eduardo sempre buscou seguir seus sonhos. Ele iniciou a faculdade de enologia no IFRS de Bento Gonçalves, porém, não conseguiu concluir. Ele trabalhou na Vinícola Aurora por sete anos, até o momento em que precisou se afastar por conta da gravidade da doença, que piorou aos 27 anos. Depois da pandemia ele evitava até de sair ou receber os amigos pra poder fazer o transplante com segurança.

Eduardo sempre foi muito apegado aos pais, Ilisiane e Janio. (Foto: Arquivo pessoal)

“Ficamos um ano e dois meses no hospital, pois lá ele se sentia mais seguro. Ao longo da vida dele foram muitas lutas, mas o bom é que ele era um menino paciente, calmo, generoso, amigo, nos apoiava e nos ajudava a decidir as coisas. Tinha um coração puro e agora é um anjinho, vou sentir muitas saudades, mas não quero ficar triste, pois onde quer que ele esteja, quero que seja feliz, muito feliz” afirma.

A mãe recorda as suas paixões, dentre elas o Internacional, músicas sertanejas, filmes e séries. Além disso, adorava ir à praia, a festas de comunidade com os pais, dirigir e também era bastante apegado aos pais, Ilisiane e Janio Lazzarini.

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