LGBTfobia: entenda a importância de combatê-la

O Dia Internacional contra a LGBTfobia foi lembrado nessa terça-feira, dia 17 de maio

O dia 17 de maio, nessa terça-feira, foi uma data em que mundialmente se debate o combate à LGBTfobia como um todo, o que inclui a homofobia, transfobia e bifobia. Apesar de ter esse dia específico, o tema precisa ser lembrado e dialogado na sociedade diariamente.

AJeff Ghenes, artista veranense, afirma que esta é uma data para que cada um pense nas suas ações e vivências, como também nas pessoas LGBTS. “É necessário pensar em como essas estruturas da sociedade podem ser mudadas, porque essa violência contra a nossa sexualidade, contra a nossa identidade de gênero, ela vem sendo perpetuada há muito tempo. O Brasil é o país que lidera o ranking mundial de violência contra pessoas LGBTS. É aqui no nosso país que mais pessoas LGBTS morrem no mundo, diariamente, anualmente e as pessoas trans, travestis, são as que tem as suas vidas tiradas de maneira mais cruel”, afirma.

Algo que é importante de se pensar também, é nas formas de combater esses preconceitos e violências. AJeff enfatiza que a melhor maneira é com o diálogo, seja nas escolas, casas ou comunidades. É importante que todas possam falar abertamente sobre a sua sexualidade, identidade de gênero, buscando também informação.

“Quando a gente não conhece, quando tratamos essas questões como algo estranho, algo que não deve ser falado, mencionado, a gente finge que não existe, a gente ignora e mesmo sem perceber, perpetua várias maneiras de violentar essas identidades de gênero e essas sexualidades. Por que a violência não está só no ato mais cruel contra alguém, ela também está nos atos mais sutis” destaca.

O local onde a maioria das violências nascem e se perpetuam, segundo AJeff é no ambiente escolar. Nessas fases a vida iniciam as descobertas. “Muitas das violências que eu sofri, aconteceram em forma de bullying na época escolar, principalmente do ensino fundamental e se perpetuou no ensino médio. Principalmente pelo assunto não ser tratado da forma como devia nesses ambientes institucionalizados, que são ambientes que criam a nossa formação e que deveriam proporcionar esses momentos de diálogo, muito mais do que se faz”, opina.

Preconceito no mercado de trabalho

Um fator que AJeff entenda que seja importante de ser levantado é o que envolve o mercado de trabalho. Isso porque existe preconceito na contratação do público LGBT.

“É importante que tenhamos pessoas da comunidade LGBT ocupando mais e mais espaços, vagas, empregos, oportunidades de trabalho, podendo essa pessoa se expressar da maneira como ela é. Isso porque sexualidade e identidade de gênero não são parâmetros para se medir qualidade de trabalho. Então, muitas vezes o preconceito afeta inclusive essa área da nossa vida”, afirma.

A reflexão continua ao destacar que esse movimento em prol da representatividade não deve ser abraçado pelas grandes marcas apenas em datas como essa, mas sim, todos os dias, com a aceitação de todos seja em qual for a área profissional.

“Que a gente possa ser respeitado como um cidadão capacitado a exercer qualquer que for cargo durante todo o ano, não só nesses momentos que a nossa representatividade vale mais, vai engajar mais e vai gerar mais lucro para essas empresas, mas que sejamos lembradas, lembrados, lembrades, durante todo o ano, pois passamos isso nos 365 dias. Que as oportunidades sejam dadas para nós em pé de igualdade e equidade durante todos os dias do ano”, conclui.

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Um Comentário

  1. Para ser respeitado parte-se do princípio que a pessoa precisa respeitar os outros. Agora sair na rua parecendo uma árvore de natal ambulante, vestido de mulher com mais barba na cara do que eu, e depois não querer ser zoado, dai está de brincadeira. Até meu cachorro fica olhando e não entende nada é uma reação natural de qualquer um. Querer se impor, impor suas diferenças para onde a maioria é heterossexual e normal é um pouco demais. Se fosse no Rio de Janeiro ou em São Paulo onde cada um anda da forma que quiser e ninguém está nem ai é totalmente diferente. As vezes penso que estas pessoas gostam é de chamar a atenção ou chocar por serem infelizes ou mal resolvidas na vida. E no mais PHOBIA vem do grego φοβία que significa medo. Deveriam achar algum outro termo que não fosse esse, creio que as pessoas não tem medo e sim aversão a determinados tipos de comportamentos.

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