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Fiocruz confirma mais quatro casos da variante Delta do coronavírus no Estado

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) recebeu a confirmação de mais quatro casos da variante Delta do coronavírus no Rio Grande do Sul da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quarta-feira (4/8). Um deles, de um residente de Gramado, já era considerado confirmado pelo Cevs, uma vez que apresentou resultado positivo em sequenciamento genético parcial realizado no Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT) somado ao vínculo epidemiológico com um caso confirmado por sequenciamento genético completo da Fiocruz. Referem-se aos dois primeiros casos confirmados no Rio Grande do Sul dia 19 de julho.

O segundo caso confirmado também é contactante do primeiro paciente confirmado em Gramado. Os outros dois casos confirmados nesta quarta-feira são de residentes de Esteio e Sapucaia do Sul. Todos os pacientes já estão recuperados e liberados de isolamento. No total, o Rio Grande do Sul possui 11 casos confirmados com a variante e 34 identificados por sequenciamento parcial aguardando oficialização da Fiocruz.

Onde estão os casos confirmados: Gramado, Esteio, Canoas, Sapucaia, Santana do Livramento e Nova Bassano.

Onde estão os casos identificados por sequenciamento parcial e aguardam confirmação da Fiocruz: Alvorada, Canoas, Capão Da Canoa, Caxias Do Sul, Esteio, Gramado, Guaíba, Montenegro, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Porto Alegre, São José dos Ausentes, São Leopoldo, Sapucaia Do Sul, Triunfo e Viamão.

De acordo com o especialista em saúde do Laboratório Central do Estado (Lacen/RS), Richard Steiner Salvato, os casos de Delta já correspondem a 15% das amostras sequenciadas pelo Cevs na última semana, “demonstrando a rápida disseminação dessa variante de preocupação no Estado”. O Cevs tem analisado por volta de 200 amostras semanalmente.

O que já sabemos sobre a Delta

A Delta, primeiramente identificada na Índia, é uma das chamadas “variantes de preocupação” (VOC, variants of concern na sigla em inglês), pois são variações que trazem alguma mudança no comportamento do vírus. A característica mais marcante da Delta, já comprovada cientificamente, é a maior transmissibilidade. Quanto a gravidade, ainda não há evidências de que a Delta provoque uma doença mais ou menos agressiva em relação às outras linhagens.

Acompanhe as informações sobre o registro de variantes do coronavírus no painel de vigilância genômica da Secretaria da Saúde (SES).

O Cevs realiza, pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) e pelo Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT), testes preliminares para a identificação desses casos suspeitos, incluindo sequenciamento parcial. As análises determinam se a amostra é uma provável variante de preocupação a partir da identificação de mutações específicas que são diferentes entre os tipos de vírus. Ao serem enviadas para a Fiocruz, as amostras passam por um sequenciamento genômico completo, que fornece detalhes do perfil de mutações e classifica com precisão a linhagem de cada amostra.

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