Policial

Mãe de bebêzinha morta pelo pai é presa por omissão e maus tratos em Santa Catarina

A mãe da bebê de um ano e dois meses que morreu sufocada pelo próprio pai na manhã de ontem, segunda-feira (7/6), foi presa acusada de maus-tratos e omissão. A suspeita da Polícia Civil de Criciúma é de que a mãe de 19 anos participaria dos atos ou era conivente com a situação. O crime ocorreu no bairro Vila Esperança, em Siderópolis.

Já o pai da criança de 25 anos, foi detido ainda na manhã de segunda, na Unidade de Pronto Atendimento, onde levou a criança já sem vida, declarando que ela teria sofrido um mal súbito. Ele será enquadrado por tortura, homicídio qualificado e feminicídio, com agravantes de violência doméstica. O casal está preso preventivamente no Presídio Santa Augusta, em Criciúma.

Ainda segundo o delegado, a mãe de 19 anos contou que percebeu a ação do pai da criança e tentou impedir que ele sufocasse a bebê, mas foi agredida.

“Ela visualizou o seu marido tentando sufocar a bebê, e ela conta nas suas declarações de que ela buscou interceder, mas neste momento ela acabou sendo agredida pelo próprio companheiro. Segundo o depoimento, ela realmente era vítima de violência doméstica. Ela se sentia coagida e amedrontada por ele, porém convivia com ele a bastante tempo”, explica Possamai.

Após a intervenção dela, o pai teria parado de tentar sufocar a bebê e que ainda estava com vida. “Em seguida ambos foram dormir e a criança ficou dormindo ao lado do companheiro e quando acordaram no período da manhã a criança já estava sem vida”, conta o delegado.

Apontado pela esposa como autor, segundo o delegado, ele negou que tenha cometido o crime. “No depoimento, ele nega que tentou sufocar essa criança no período noturno”, destaca Possamai.

“Está claro que esse bebê não era cuidado como deveria”, pontua o delegado. Ele ainda destaca que nem o bebê, nem a outra criança de três anos, filho do casal recebiam os cuidados necessários. Segundo Possamai, “Os pais eram relapsos com a alimentação, com a limpeza, e havia agressões físicas constantes”.

Com informações da NSC Total e Nd+.

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