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Vítimas da covid-19, casal de Veranópolis falece com quatro dias de diferença

"É um pesadelo sem fim", definem os familiares

Em Veranópolis, nesta semana, a covid-19 interrompeu uma história de vida. No curto espaço de quatro dias, esposo e esposa faleceram pela doença. Ambos internados em UTI’s, não resistiram as consequências da enfermidade. Primeiro, faleceu Marlise, de 51 anos, no dia 12 de abril. Na sequência, Paulo, de 52 anos, nesta sexta-feira. O fato rompeu com uma história de amor construída ao longo de cerca de 30 anos, que teve como consequência duas filhas: a mais velha, com 25 anos, e a mais nova, com 10. Naturais de Ijuí, o casal residia em Veranópolis há anos.

Segundo familiares, Marlise foi quem sentiu o agravamento da covid-19 primeiro. Em uma consulta médica descobriu que portava o vírus. Após alguns dias, precisou ser internada no Hospital São Peregrino Lazziozi, de onde foi encaminhada, após piora, para o Hospital Tacchini, de Bento Gonçalves. Neste permaneceu 22 dias, até o óbito. Paulo, contudo, apresentou piora posteriormente. Enquanto a esposa estava já internada, começou a sentir os males do vírus, foi encaminhado ao HCSPL e posteriormente ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, de Vacaria. Permaneceu 10 dias, até o falecimento nesta sexta.

O fato deixou a família desolada, bem como, a comunidade veranense enlutada, visto que, o casal era querido na cidade. Conhecidos como uma dupla brincalhona e animada por grande parte dos amigos, também eram vistos como trabalhadores, guerreiros e fortes na busca por seus objetivos de vida. Ainda muito sensíveis ao fato, os familiares relatam, incrédulos, o que aconteceu.

– É um pesadelo sem fim […] eu acordo de manhã e não acredito no que está acontecendo – afirma Marcos, irmão de Marlise.

Aos que ficam, resta a saudade, a admiração e o legado da dupla, que segundo parentes e amigos, seguirá presente na vida e memória da família.

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2 Comentários

  1. Cadê o tratamento precoce? Eu mesmo levei dois dias para conseguir fazer o teste, neste período não me deram nem uma aspirina para tomar. Esse foi o teste rápido. Ainda bem que eu não tinha nada. Algo não condiz com as falas do Prefeito e da Secretária da Saúde, ou no mínimo os médicos não estão sendo orientados, pois não há nenhum procedimento padrão. Cada um atende o paciente e prescreve medicações de forma aleatória. É no mínimo questionável.

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