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Colapso na saúde: retrospectiva do mês de março aponta o pior cenário vivido desde o início da pandemia

Neste Dia Mundial da Saúde, está em pauta a fragilidade desse aspecto essencial para a humanidade

Colapso no sistema de saúde, sobrecarga nas estruturas dos hospitais, recorde de mortes e positivados. Esse é o triste reflexo do que foi o mês de março de 2021, o pior no quesito epidemiológico desde o início da pandemia. Com o começo de abril, contudo, uma leve e tímida melhora nos indicadores está sendo observada. Mesmo assim, as consequências dos dias mais sombrios são sentidas até o momento, na carga emocional que carregam os profissionais da linha de frente e no luto das famílias que tiveram vidas levadas pela doença.

Neste Dia Mundial da Saúde, está em pauta a fragilidade desse aspecto essencial para a humanidade. Em retrospectiva, os pesares decorrentes do colapso do sistema de saúde são observados para constatar a importância da comunidade no controle da covid-19 e na manutenção da saúde pública.

Dia a dia de pesar

Final de fevereiro e começo de março anunciavam o que seriam dias desastrosos. Pela primeira vez, no dia 03 de março, a ocupação em leitos de UTI no Rio Grande do Sul ultrapassou 100%, marca que já havia sido atingida pela Serra Gaúcha dois dias antes. Esse era o começo de um mês de aumentos diários que chegaram na casa dos 110%.

Semelhante marca fatídica foi atingida pelo Hospital São Peregrino Lazziozi, de Veranópolis. No dia 09 de março, o recorde de internados por conta da covid-19 foi registrado: 33 hospitalizados. A casa de saúde, de média complexidade, viu-se obrigada a montar uma “UTI improvisada” para garantir a vida dos pacientes.

Diante desse cenário, de colapso total do sistema, veio o luto decorrente das vidas que foram perdidas. Em um mês, 19 veranenses morreram por conta da covid-19. Essa quantidade se traduz em 65% dos óbitos registrados em todo o ano de 2021 por conta da doença. Cada vida era uma história interrompida por conta do vírus.

Os profissionais da saúde: o desgaste traduzido pelo olhar

Por trás das máscaras e dos diversos EPI’s, olhos cansados. Esse era o retrato dos trabalhadores que estavam no HCSPL e nas demais casas de saúde do município de Veranópolis. Com grande demanda, saudade dos familiares e medo de uma possível infecção, eles precisaram ter força redobrada diante de um momento de extrema dificuldade. Por meio do apoio mútuo e com a gradual melhora dos indicadores, foi possível observar um alívio, o qual, porém, ainda está longe de ser completo.

O futuro depende de cada um

Dados que apresentam uma leve melhora dependem de cada cidadão para seguirem positivos. Com a chegada do inverno, mais intenso no RS, a preocupação de especialistas é que ocorra um novo colapso. Para evitar essa situação, cada um deve fazer a sua parte, evitando aglomerações, usando máscara e praticando o distanciamento. Neste Dia Mundial da Saúde é imperativo reforçar que a manutenção da saúde pública depende de todos e que, olhando os dias fatídicos em retrospectiva, seja possível refletir sobre os problemas que a falta da saúde traz à todos os setores.

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