Geral

Atividade da indústria se estabiliza no Rio Grande do Sul

Pesquisa da FIERGS revela interrupção do crescimento depois de nove altas

A atividade da indústria gaúcha se manteve estável em fevereiro na comparação com janeiro, aponta o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nessa segunda-feira (5) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Com o ajuste sazonal, interrompeu um ciclo de nove altas consecutivas, que sucedeu a queda recorde provocada pela pandemia em março e abril do ano passado. Mesmo com o crescimento zero de fevereiro de 2021, o IDI-RS está 6,2% acima do nível do mesmo mês de 2020. “Os indicadores industriais mostraram a desaceleração da atividade do setor com o fim dos programas de estímulos, como o auxílio emergencial, e a escassez e os altos preços dos insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

A estabilidade do IDI-RS no mês refletiu os resultados distintos de seus seis componentes. Caíram os indicadores mais diretamente associados à produção, casos do faturamento real, -1,9%, horas trabalhadas na produção, -1,4%, e utilização da capacidade instalada-UCI (recuo de 1,3 ponto percentual), que atingiu 81,1% no segundo mês do ano. Por outro lado, cresceram os indicadores de mercado de trabalho: emprego teve uma elevação de 1,2% e massa salarial real, 0,9%. Já compras industriais (insumos e matérias-primas) ficaram estáveis.

O presidente da FIERGS destaca que a perspectiva da indústria gaúcha para os próximos meses é de incerteza. Por um lado, observa ele, a confiança empresarial, a maior produção agrícola e a volta do auxílio emergencial conferem ao cenário um caráter favorável. Mas as dificuldades na cadeia de suprimentos e, sobretudo, o agravamento da pandemia, podem provocar paralisação de atividades e um maior isolamento social, com mais impactos negativos para a economia.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IDI-RS de fevereiro registrou sua sexta alta seguida, 5,8%. Já no acumulado de 2021, frente ao primeiro bimestre de 2020, o avanço de 6,2% se explica pela alta de cinco dos seis componentes, destacando as compras industriais, com 22,2%. Também cresceram o faturamento real (4,8%), as horas trabalhadas na produção (6,4%) e o emprego (2,3%). Já a UCI subiu 0,7 ponto percentual. A exceção foi a massa salarial real, única a cair, 0,5% no período.

Doze dos 16 setores pesquisados tiveram crescimento no nível de atividade nos dois primeiros meses do ano, aponta o IDI-RS. O maior destaque foi Máquinas e equipamentos, com 28,5% de elevação na comparação com o primeiro bimestre de 2020. Também foram importantes as expansões de Produtos de metais, 19,3%, e de Alimentos, 4,6%. Já o maior impacto negativo veio de Couros e calçados (-9,9%).

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