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Vereadores de Caxias do Sul aprovam moção de apoio a volta de pedágio na ERS-122

Segundo o Portal Leouve, vereadores de Caxias acreditam que terceirizar e entregar a ERS-122 para a iniciativa privada é a melhor maneira de melhorar as condições da rodovia. A intenção ficou clara na sessão ordinária desta terça-feira (02), em que foi votada a moção de apoio a concessão.

O texto idealizado pelo vereador Maurício Marcon (NOVO) e com as assinaturas de outros dez parlamentares foi aprovado por 13 x 7.

Chamada de Rodovia Estadual Silval Guazzelli, a ERS-122 começa na ERS-240 (altura de São Sebastião do Caí) e termina na BR-116, junto a Vacaria. Com 168,65 quilômetros de extensão, a ERS-122 passa por Bom Princípio, São Vendelino, Farroupilha, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Antônio Prado e Ipê.

Os autores da moção alegaram que, devido a problemas financeiros do Estado, um dos fatores mais comprometidos é o de investimentos em infraestrutura. Referiram que a Serra gaúcha concentra quase um milhão de habitantes, o que corresponde a quase 10% de toda a população gaúcha.

Conforme o texto, ao se manter mal conservada, a ERS-122 passa a contribuir com a fuga de negócios e de investimentos na região. Referiram dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS), pelos quais, de 2010 a 2019, a ERS-122 se encontra entre as dez estradas gaúchas mais mortais, com 399 óbitos registrados.

Durante o debate em torno da moção, o vereador Marcon reforçou a intenção de evitar mais mortes. O vereador Olmir Cadore/PSDB apoiou uma futura concessão da ERS-122. Para a vereadora Gladis Frizzo/MDB, seria possível obter custo-benefício, a partir de pedágio a custeio mais baixo. Na mesma linha da emedebista, o vereador Adriano Bressan/PTB disse acreditar que, com tarifa mais barata, o pedágio significaria investimentos, evitando mais acidentes e mortes na referida rodovia.

Também favorável à concessão, o vereador Felipe Gremelmaier/MDB classificou como incompetente a gestão do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER/RS). Na ótica do vereador Maurício Scalco/NOVO, os danos a veículos e vidas se torna muito mais significativo do que o valor do pedágio em si. Pela terceirização da ERS-122, argumentaram, ainda, os vereadores Ricardo Daneluz/PDT e Sandro Fantinel/PATRIOTA.

Por outro lado, os vereadores da bancada petista, na Casa, foram contrários. Denise Pessôa considerou temerário deixar a gestão da rodovia a uma empresa privada, por 30 anos, período habitual de concessões. Estela Balardin apontou fragilidades nos argumentos pela privatização. Lucas Caregnato propôs audiências públicas sobre o tema.

Com votos antagônicos à moção, falaram os vereadores Rafael Bueno/PDT e Zé Dambrós/PSB. O pedetista ponderou para muitos interesses econômicos, no debate em torno de pedágios, o que tornaria prematuro um documento favorável à prática. De acordo com o socialista, não é possível onerar, ainda mais, o bolso do contribuinte.

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