Região

Fagundes Varela alerta para presença da ‘cigarrinha do milho’

Nos últimos meses, o produtor fagundense passou a conviver com a cigarrinha nas lavouras de milho, a ‘Dalbulus maidis’. A praga  que é um inseto sugador é responsável pela transmissão de molicutes e vírus que causam um complexo de doenças na planta denominada de “enfezamento”. Este é o primeiro ano que as lavouras na nossa região foram atacadas. Os prejuízos são mais sérios nos plantios da safrinha, pois é a época que os insetos encontram as melhores condições para se desenvolver e se multiplicar. Os níveis de infestação estão tão elevados que as perdas ocasionadas pela cigarrinha pode comprometer toda a produção. 

De acordo com a engenheira agrônoma, Taciana Marchesini, da Ascar/Emater de Fagundes Varela, a cigarrinha ataca os plantios de milho em sua fase inicial de desenvolvimento, logo nas primeiras folhas. Depois de instalada o vírus na planta os danos serão percebidos com a proximidade do período  florescimento (pendoamento) do milho. “Na fase inicial a cigarrinha adquire os molicutes ao se alimentar de plantas de milho doentes, podendo adquirir apenas um ou ambos. O período latente desses molicutes na cigarrinha é variável de três a quatro semanas, período em que se multiplicam em diversos órgãos do inseto-vetor, sobretudo nas glândulas salivares. Após esse período latente, a cigarrinha torna-se infectante, e passa a transmitir o(s) patógeno(s), cada vez que se alimenta de plântulas de milho, durante o tempo em que vive.  A transmissão dos patógenos ocorre imediatamente após o inseto sugar a planta, por esse motivo os inseticidas apresentam baixa eficácia porque mesmo matando a cigarrinha, pode não evitar a infecção”. Em algumas lavouras, a perda pode alcançar os 100%.

Para controle desta praga para as próximas safras é fundamental que o produtor elimine todas as plantas tigueras, que nascem de grãos perdidos da safra passada e servem de ponte para a doença. Outra medida é  a escolha da variedade a ser semeada e a época da semeadura. E durante o ciclo, é preciso monitorar a lavoura.
A Secretaria de Agropecuária e a Emater solicitam que os produtores de milho façam um cadastro na Prefeitura, informando sobre a sua propriedade. O objetivo é de traçar um mapeamento da situação, afim de desenvolver um trabalho conjunto nas próximas semanas.

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