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Professora veranense faz parte da equipe responsável pela reformulação do ensino médio no RS

Mariele Gabrielli faz parte do grupo restrito de 18 professores em todo o RS que serão responsáveis pela mudança história na educação gaúcha

A educação está em constante movimento e há pessoas que são protagonistas dessas mudanças. No Rio Grande do Sul, cerca de 18 professores são os responsáveis pela alteração das diretrizes do ensino médio, traçando novos caminhos educacionais para os estudantes gaúchos. Entre esses docentes, Veranópolis é destaque. Responsável pela parte da língua portuguesa e inglesa, a veranense Mariele Gabrielli está desde outubro trabalhando nesse projeto.

Quem é Mariele

Mariele Gabrielli é professora há cerca de 13 anos, formada em Letras, possui diversas pós-graduações e é mestre em educação. Formando sua bagagem e experiência, já ministrou aulas para ensino infantil, fundamental e médio. Atualmente, é professora deste último grupo no Colégio São Luiz Gonzaga, porém, está em licença para trabalhar no projeto referido. Além disso, trabalha junto a rede municipal de ensino de Vila Flores.

Por que a mudança no ensino médio?

A Lei nº 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu uma mudança na estrutura do ensino médio, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022) e definindo uma nova organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes, os itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional.

A partir dessa diretriz nacional, cada um dos estados brasileiros precisa adequar à sua realidade essas mudanças.

No RS, para isso, foi montada uma equipe, com 18 professores, em outubro de 2020, a partir de uma seleção, com provas e entrevistas para cada docente interessado.

Após a seleção, eles começaram um trabalho que segue acontecendo, à distância por conta da pandemia, para a documentação das alterações. A atividade deve acontecer até abril, mas pode haver uma prorrogação de mais seis meses para ajuste de todos os pontos.

– Há uma grandiosidade no documento, porque ele precisa dar conta das realidades e das juventudes gaúchas, que são múltiplas, não tem apenas um perfil de jovens de 15 a 17 anos no Rio Grande do Sul, são diversos – afirma Mariele.

Destaque na Serra Gaúcha: a honra de representar a região e de fazer história

Mariele está ciente de que essa participação entrará para a história, visto que, não há previsão para que uma nova mudança seja feita e esse documento, que auxilia a redigir, será base para o ensino de todo o estado.

Esse fato é afirmado com muito orgulho por ela, que junto a uma professora de Nova Prata, Ivana da Rosa Garcia, da área de química, representa toda a região da Serra Gaúcha.

– É um trabalho muito legal, a oportunidade de poder se distanciar um pouco da sala de aula para pensar no que vem antes é muito interessante – aponta Mariele.

O nome de Veranópolis e da educação veranense ecoa nos quatro cantos do “Rio Grande”. Com um trabalho árduo, mas gratificante, a professora e seus colegas realizam um projeto que irá alterar diversas questões que irão se refletir nas escolas de cada município gaúcho.

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