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Veranópolis não pretende retomar aulas presencias em agosto, nem retornar com a educação infantil por primeiro

A volta às aulas voltou ao centro dos debates esta semana / foto: divulgação

O retorno das aulas presenciais é uma situação muito debatida desde o início da pandemia. Nesta terça-feira (11), o governador do RS encaminhou uma proposta à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que estipula um retorno escolar ainda para o mês de agosto. Automaticamente, essa situação gerou debates e posicionamentos distintos de entidades.

Diante disso, a reportagem da Studio entrou em contato com a Secretária de Educação de Veranópolis, Izabel Cristina Durli Menin, com o objetivo de entender qual é o parecer do município diante dessa proposição. A resposta que tivemos foi de que a cidade não voltará com suas aulas presenciais em agosto e que discorda do governo estadual em colocar a educação infantil como primeira na retomada.

A posição de Veranópolis

Izabel colocou-se surpresa diante da situação proposta pelo governo estadual, visto que, uma pesquisa realizada pelo Estado em julho demonstrou que Conselhos de Políticas Públicas, Redes de Ensino e Organizações de Sociedade Civil preferiam um retorno primeiramente do Ensino Médio e Técnico, em segundo o Ensino Fundamental, posteriormente o Ensino Superior e por fim a Educação Infantil. O que Leite apresentou demonstra-se contrário, pois coloca como primeiro o ensino infantil.

Mesmo que essa seja a proposta, Izabel afirma que o município já organizou seu COI próprio, junto ao Comitê de Crise de Educação da cidade e o objetivo é que ele seja seguido, pois, segundo ela, demonstra-se mais seguro para o contexto de Veranópolis.

Neste plano o retorno começaria com os níveis de alfabetização. Posteriormente retornariam os 4º e 5º anos, os quais alternariam a ida para a escola com os 6º a 9º ano, visto que, um espaço de 15 dias entre a ida e volta da escola do aluno será disponibilizado, para evitar proliferação caso um possível contágio tenha ocorrido. Após a isso, o ensino médio retornaria e, por fim, a educação infantil. Além disso, o ensino seria híbrido, ou seja, parte dos alunos teria as aulas em casa e outra na escola, evitando aglomerações. Crianças de 0 a 3 anos não possuem previsão de volta.

Em relação a data, a ideia inicial é que ocorra o retorno apenas em setembro, entretanto, dependendo das condições epidemiológicas do município ele pode ser adiado para outubro. O ensino híbrido deve permanecer acontecendo até que a vacina seja disponibilizada e um cronograma especial de recuperação para o ano de 2021 está sendo organizado.

Reunião do Comitê de Crise da Educação / foto: Prefeitura de Veranópolis

Esse cenário diz respeito as escolas públicas, entretanto, a secretária reforçou que o ensino particular está totalmente alinhado com o poder público, ou seja, seguirá as mesmas medidas de retorno. Os EPI’s necessários também já foram comprados e providenciados pelo município. No dia de hoje (12) uma formação está sendo feita com os docentes para que eles aprendam a maneira correta de utilizá-los.

– se trabalhou com a preservação da vida até agora, continuaremos neste caminho – concluiu.

Como está sendo as aulas neste momento em Veranópolis

O ensino remoto é uma solução utilizada e aplicada neste momento de distanciamento. Os alunos no município estão recebendo os materiais de três formas: por meio de aulas síncronas e assíncronas em plataformas digitais, material entregue presencialmente e orientações por grupos de Whatsapp.

Estúdio interativo foi montado para transmissão de aulas online / foto: Prefeitura de Veranópolis

A última pesquisa feita com as famílias, as quais são 2.700 no ensino público, demonstraram dados sobre o aproveitamento dessas metodologias de ensino. Segundo Izabel, 14% dos alunos afirmam não estar aprendendo, 57,9% aprendendo parcialmente e 27,7% aprendendo integralmente. A secretária afirma que esse cenário é muito semelhante ao que é apresentado nas escolas em tempos de aulas presenciais.

Relembre o que é a proposta

Na terça-feira (11), começaram os diálogos para um retorno escolar presencial efetivo. A sugestão inicial apresentada pelo Estado propõe o retorno gradual e escalonado das aulas a partir de 31 de agosto para as redes pública e privada. O primeiro nível a voltar seria o Ensino Infantil. O Ensino Superior retornaria em 14 de setembro, o Médio e Técnico, em 21 de setembro, os anos finais do Ensino Fundamental, em 28 de setembro e os anos iniciais, em 8 de outubro. O retorno às aulas presenciais ocorrerá, pela proposta do Estado, somente nas regiões que estiverem em bandeira amarela e laranja.

Investimentos do governo estadual estão sendo feitos para que o retorno seja efetivado. Na proposta a retomada não será feita de forma completa, mas sim híbrida, alternando alunos que vão presencialmente e outros que permanecem em casa, para evitar aglomerações nas salas de aula.

O secretário da Educação, Faisal Karam, deixou claro que os prefeitos darão a palavra final para o retorno nos municípios. Além disso, frisa que o caldenário é uma proposição, passível de mudanças.

Após a apresentação o próximo passo é o diálogo com os municípios. Na noite de ontem (11), o Presidente da Famurs falou, nos canais oficiais da entidade, que agora, após a apresentação da proposta pelo governo estadual, o diálogo junto as associações dos municípios será promovido. Mesmo colocando-se aparentemente receoso com essa medida, afirma que a conversa será feita com as cidades para ouvir quais são as suas posições.

Na próxima terça-feira (18), após todos municípios serem ouvidos, a Famurs realizará outra reunião com Leite, para poder apresentar as reivindicações dos prefeitos e poder promover maior debate sobre a proposição.

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