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Geral

Hospital Virvi Ramos de Caxias já realizou oito transfusões de plasma convalescente no tratamento contra a Covid-19

Desde 26 de maio, quando foi o primeiro a realizar a transfusão de plasma no Estado, o Hospital Virvi Ramos já realizou, em cinco semanas, oito procedimentos na tentativa de recuperar pacientes em estado grave da Covid-19. O paciente que recebeu a transfusão nessa segunda-feira é uma mulher de 32 anos, natural de Caxias do Sul. Ela tem histórico de Hipertensão e obesidade. Ela não estava intubada quando recebeu o plasma e até o momento não necessitou de ventilação mecânica para respirar, o que gera expectativa de boa evolução do quadro, em função da similaridade de caso com Carlos da Silva Borges, 40 anos, que recebeu alta hospitalar ontem, duas semanas após a transfusão.

A mulher recebeu duas bolsas de plasma, uma de 190ml e outra de 200ml. O procedimento iniciou 17:35 e terminou às 18:00, sem intercorrências. A equipe monitora o paciente e acompanha as respostas do tratamento.

O plasma foi coletado pelo Hemocentro Regional de Caxias do Sul (Hemocs) no dia 16 de junho. Os doadores são dois homens, ambos moradores de Garibaldi, de 28 e 31 anos.

Na tentativa de criar anticorpos e auxiliar na cura de pacientes graves da Covid-19, o Hemocentro Regional de Caxias do Sul (Hemocs) iniciou a coleta de plasma convalescente em 22 de maio. Nessa primeira doação, o tipo sanguíneo não era compatível com o receptor. Em 25 de maio, Fábio Klamt, de 44 anos, morador de Porto Alegre, fez a sua primeira doação por aférese. Tarcísio Giongo, 63 anos, morador de Garibaldi, recebeu 600 ml de plasma em 26 de maio e, em 15 de junho, foi transferido para o quarto. A transfusão é considerada pioneira no Estado do Rio Grande do Sul.

A aférese é o processo pelo qual o sangue é retirado de um indivíduo, doador ou paciente, com a separação de seus componentes por um equipamento próprio, retendo a porção que se deseja, neste caso o plasma, e devolvendo os demais componentes a quem estiver doando ou recebendo o sangue.

De lá para cá, o Hemocs já recebeu 58 candidatos, sendo 11 mulheres e 47 homens, das cidades de Porto Alegre, São José do Herval, Caxias do Sul e Garibaldi. Desses, as 11 mulheres e 9 homens foram excluídos por não serem considerados aptos para o procedimento.

Até o momento, foram 12 doações por seis doadores distintos, entre 28 e 49 anos, sendo que o doador de Porto Alegre fez quatro doações, o de São José do Herval três e o de Garibaldi doou duas vezes, todos da tipagem O+ e A+. Também foram avaliados residentes de Bento Gonçalves, Canela, Rio dos índios, Paraí, Carlos Barbosa, São Sebastião do Caí, Boa Vista do Sul, Vacaria, Farroupilha, Imbé, Passo Fundo, Lajeado, Nova Prata, Veranópolis, Bom Jesus e Pelotas.

A seleção dos doadores de plasma é feita pelo Hemocentro de Caxias do Sul (Hemocs) e passa por avaliação rigorosa. Neste momento, as pessoas que podem doar são homens, de no mínimo 18 e no máximo 60 anos, que foram infectados pelo coronavírus, tiveram Covid-19 confirmada por meio do teste PCR, estão há mais de 28 dias recuperados, sem sintomas da doença e não apresentam outras doenças infecciosas.

O Hemocs faz triagem e coleta dos interessados e as destina aos hospitais que tiverem protocolo de estudo para uso. Em Caxias do Sul, apenas o Virvi Ramos está habilitado até o momento, inclusive com projeto aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

As doações precisam ser agendadas pelos telefones (54) 3290-4543 e (54) 3290-4580ou por meio do whatsapp (54) 984188487. O Hemocs atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min e aos sábados das 8h até 12h, na rua Ernesto Alves,2260, ao lado da UPA Central.

OUTROS CASOS

O garibaldense Tarcísio Giongo, 63 anos, o primeiro paciente a receber transfusão de plasma convalescente em tratamento contra a Covid-19 no Estado, deixou a UTI transferido para o quarto há 15 dias e já apresenta algumas melhoras significativas na parte motora e respiratória.

Seu quadro é estável e ele já apresenta boa recuperação de força muscular e não faz uso de oxigênio. Tarcísio já se comunica melhor, está com a voz mais limpa e forte, com melhora da deglutição, mas ainda se alimenta por meio de sonda, em função do longo período de intubação na UTI. Ele é acompanhado e avaliado diariamente por médico, fisioterapeuta e fonoaudióloga.

A mulher de 33 anos, que passou pela transfusão no dia 11 de junho, passou por uma traqueostomia nesta terça-feira pela manhã e a partir disso, os médicos esperam que ela consiga deixar a ventilação mecânica aos poucos. O sexto paciente transfundido, um homem de 59 anos, que passou pelo procedimento no dia 17 de junho, apresenta uma leve melhora pulmonar, mas ainda respira com ajuda de ventilação mecânica. Já o homem de 63 anos, que passou pelo procedimento no dia 24 de junho, tem boa evolução pulmonar e os médicos já iniciaram pausa da sedação.

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