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Geral

Veranópolis e região seguem em bandeira laranja no Distanciamento Controlado do RS

Veranópolis e região seguem com a classificação de Bandeira laranja – Risco médio na atualização deste sábado, 23 de maio, do Distanciamento Controlado do RS.

A terceira atualização do Distanciamento Controlado manteve a maior parte do território gaúcho com risco epidemiológico médio para o novo coronavírus: 12 de um total de 20 regiões foram classificadas com a bandeira laranja no levantamento realizado e divulgado neste sábado, 23. Na rodada anterior, eram 15 nesta situação.

A principal mudança é em três regiões que estavam com cor laranja e tiveram nível de restrição reduzido. Uruguaiana, Capão da Canoa e Santa Cruz do Sul recebem a bandeira amarela, portanto, o Estado passa a ter oito regiões com risco baixo.

O RS permanece sem bandeira vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo). Para consultar o mapa com a cor de cada cidade, acesse o site https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

As novas bandeiras e os respectivos protocolos que regram o funcionamento (ou não) de mais de 100 atividades econômicas são válidas a partir de segunda-feira (25/5) até o domingo seguinte (31/5).

A mudança anunciada durante a semana pelo governador Eduardo Leite no cálculo do Distanciamento Controlado, que seria adotada somente a partir da próxima rodada, já foi aplicada neste sábado. Com isso, apenas os casos de Covid-19 que geraram hospitalização foram usados para medir a propagação do vírus levando em consideração os seus locais de residência.

Até então, o governo vinha usando todos os casos confirmados por testes moleculares (RT-PCR) para medir dois dos 11 indicadores usados no cálculo de risco: velocidade do avanço, que mede o número de novos casos confirmados em relação aos casos anteriores, e incidência de novos casos na população, que mede os novos casos nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes. 

No entanto, o dado vinha gerando distorções entre as regiões, aumentando o nível de risco e de restrição para aquelas que vinham realizando um número maior de testes. Por isso, segundo Leite, foi necessário antecipar a alteração, que foi levada ao grupo técnico de saúde do Comitê de Análise de Dados, tendo sido estudada e avalizada por especialistas.

“Por se tratar de um modelo inédito e inovador, nós viemos desde o início fazendo análises constantes e coletando sugestões para aprimorá-lo. Essa alteração surgiu desse monitoramento e diálogo com prefeitos e especialistas”, destacou o governador.

“Com a mudança, melhoramos a comparabilidade entre as regiões, porque a definição de hospitalização por SRAG é mais estável do que os exames aplicados pelos municípios e a notificação é compulsória, ou seja, o exame tem de ser obrigatoriamente lançado no sistema, não oferecendo possibilidade de que uma redução ou aumento na testagem ou a subnotificação impactem no cálculo. Com isso, temos um resultado mais fiel ao que efetivamente está acontecendo no RS e podemos aplicar restrições na proporção necessária”, afirmou Leite.

Principais mudanças no mapa

Dentre as três regiões que passaram de risco médio (laranja) para baixo (amarela), estão a de Uruguaiana, que sofreu a redução no nível de restrição pela melhora de quatro indicadores, que passaram do laranja para o amarelo – redução do números de casos confirmados em UTI, redução de óbitos proporcionalmente à sua população e variação no número de leitos de UTI disponíveis para atender Covid-19 na região e no Estado.

A região de Capão da Canoa passou para bandeira amarela porque a soma do número de casos confirmados internados com SRAG nos últimos 14 dias foi menor ou igual a cinco. Além de ter registrado uma redução de óbitos proporcionalmente à sua população e variação do número de leitos UTI disponíveis.

Em Santa Cruz do Sul, a região teve risco reduzido para amarelo devido à melhora de quatro indicadores, que passaram do laranja para o amarelo: reduziu o número de internados por SRAG, melhorou a relação de casos ativos/recuperados, aumentou o número de leitos disponíveis para pessoas com mais de 60 anos, e melhorou o número de leitos de UTI na região e leitos de UTI no Estado.

No território gaúcho como um todo, a terceira rodada do modelo de Distanciamento Controlado trouxe as seguintes alterações nas duas semanas:

• O número de internados em UTI por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) aumentou 7,56% no Estado entre as duas últimas sextas-feiras (225 para 242)
• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS aumentou 18,50% entre as duas últimas sextas-feiras (173 para 205)
• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS reduziu 3,10% entre as duas últimas sextas-feiras (129 para 125)
• O número de leitos de UTI adulto disponíveis para atender Covid-19 no RS aumentou 6,85% entre as duas últimas sextas-feiras (de 467 para 499)
• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 13,3% entre as duas últimas semanas (de 30 para 34)

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio em todo o Rio Grande do Sul – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo).

O monitoramento dos indicadores de risco é semanal, e a divulgação das bandeiras ocorre aos sábados, com validade a partir da semana seguinte.

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