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Médico Piero Motta Bonfada realiza esclarecimentos sobre principais dúvidas em relação ao Coronavírus

Nesta sexta-feira (15), o Médico Piero Motta Bonfada atualizou informações sobre o Coronavírus, em entrevista à Studio.

Na oportunidade Piero falou sobre a pesquisa desenvolvida pela UFPEL que demonstrou que apenas 0,22% da população gaúcha já entrou em contato com a doença, ou seja, estamos ainda longe do ápice da doença e poucas pessoas já desenvolveram anticorpos para o vírus. Isto comprova que, um bom trabalho está sendo realizada e que a população está colaborando, pois, com as pessoas infectando-se de forma lenta, não haverá o colapso do sistema de saúde.

Para que este controle permaneça acontecendo, Bonfada ressaltou a importância do uso da máscara, a qual ele caracterizou como “um ato de amor”, pois, elas não protegem o usuário, mas sim o ambiente e o próximo. Em sumo, significa que uma pessoa infectada usando a máscara, deixa de contaminar o local onde ela fica e com quem ela possui contato. Esta questão é muito importante porque, o vírus permanece cerca de quatro a cinco dias vivo no ambiente, com potencial de contaminar alguém.

O problema da subnotificação

Na mesma pesquisa constatou-se que para cada caso que se divulgado há doze que não foram diagnosticados. Isto ocorre pela subnotificação, presente em todo território nacional e mundial, inclusive em Veranópolis. Esta problemática é decorrente da falta de insumos, de testes, para constatar quem realmente porta ou já portou a doença. Sendo assim, Piero constatou que mesmo que não seja uma questão comprovada, a transmissão comunitária está presente, principalmente pela falta de testagem. “O vírus está nas ruas, com certeza”, completou.

Os testes

Sobre os tipos de testes, o médico reiterou as diferenças entre os dois testes existentes. Um deles é o PCR, ele que é feito para os pacientes com sintomas mais agudos. A coleta é de secreção e busca analisar se o indivíduo porta ou não a doença, porém, deve-se reforçar que o teste possui sua sensibilidade limitada. Já os testes de sangue, o outro tipo, não servem para comprovar se a pessoa está com o vírus, pois, a pesquisa feita é dos anticorpos, os quais não são parte do vírus, mas sim, o que nosso corpo usa para combatê-los. Neste caso os testes apontam se a pessoa já passou pela doença, porém, ele não é tão efetivo quanto o anterior.

O município adquiriu uma gama de testes, estes que serão aplicados sob um protocolo feito junto a equipe médica especializada na cidade. As análises estão sendo realizadas e reuniões feitas para debater quais são os pacientes que serão internados e testados, para que o combate à COVID-19 seja mais efetiva.

O que esperar do futuro em relação a pandemia

Quanto ao futuro, ainda é uma questão incerta.

A pesquisa feita pela UFPEL elucida questões importantes, como por exemplo, que o pico planejado para maio não irá acontecer e deve se estender por mais meses, isto porque, um baixo número de pessoas contaminou-se até o momento. Em relação a isso, Piero afirmou que quanto mais estarmos longe do pico, melhor, pois demonstra que o achatamento da curva foi feito e o menor número de pessoas foi e será afetada. Reiterou, também, que devemos continuar com as medidas preventivas para que o vírus perca sua força cada dia mais.

Confira a entrevista completa

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