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Como a saúde mental pode ser prejudicada neste período de pandemia

Nesta terça-feira (19) a Psicóloga Regina Laguna realizou esclarecimentos sobre a manutenção da saúde mental neste momento de pandemia, em entrevista à Studio.

A ansiedade

Na oportunidade, a psicóloga relembrou que, atualmente o nível de ansiedade é muito alto entre as pessoas. Até um certo ponto ela é normal, pois nos prepara para algo que pode ser perigoso. Entretanto, o problema ocorre quando esta situação é atenuada, principalmente neste momento mais conturbado.

Sobre esta dificuldade, muitos perguntam-se, “como sei que estou ansioso?”. Nestes casos, aspectos físicos podem ser indicadores, entre eles: frequência de ir até o banheiro sem necessidade, tremores, suor nas mãos e coração acelerado. Algumas pessoas, contudo, apresentam sintomas psíquicos, principalmente pensamentos muito tóxicos.

Um aspecto bastante reiterado pela psicóloga é que, neste momento, não significa que, pelo fato de estarmos mais vulneráveis e mais ansiosos, que estamos realmente desenvolvendo algum transtorno, muitas vezes é parte do momento, este que vai passar.

Os idosos

O Programa Mais Longe desenvolvido pela Secretaria de Saúde, faz com que apoio e contato com os idosos do município, por telefone sejam feitos. Diante desta experiência, Regina falou que muitos, pelo distanciamento, acabam achando que seus familiares não possuem mais afeto por eles. Por conta disso, cabe aos jovens, familiares, organizarem-se para que não desaparecem da vida destes senhores e senhoras, mantenham-se presentes da maneira possível.

Uma questão apontada, sobre o tema, é que as tecnologias estão ali à disposição, ou seja, cabe aos familiares telefonarem e usarem destas ferramentas para manter o contato. Nestas oportunidades é imprescindível que o cuidado com estes idosos sejam intensificados, principalmente com a atenção aos problemas de saúde física deles, sempre garantindo que estejam tomando seus medicamentos.

Manias intensificadas

Quando indagada sobre as manias e obsessões que acabam sendo intensificadas neste momento, Regina reiterou que, não é porque você está tendo mais cuidados com alguns aspectos, como por exemplo a limpeza, que de fato desenvolveu algum transtorno. Este, afirmou, apenas é elucidado quando o sofrimento é muito forte por parte da pessoa, diante de um comportamento compulsivo.

As crianças

A rotina das crianças, também, foi extremamente modificada neste momento. Sobre isso, novamente Regina falou que alguns comportamentos estranhos são normais, principalmente pela questão do momento ser atípico. Os menores acabam por expressar suas emoções de formas diferentes que os adultos, principalmente resultando em agitação.

A terapia deve entrar neste contexto, para este público, no momento em que os responsáveis perceberem que algo está muito estranho e que aquele jovem não está, realmente, bem. Nestes casos mais atípicos, a ajuda psicológica é extremamente importante.

Quando buscar ajuda?

Regina afirmou que o ideal seria que todos pudessem estar realizando terapia, em qualquer momento da sua vida. Porém, como é difícil atender a todos, as pessoas devem buscar ajuda quando um sofrimento muito intensificado diante de uma situação esteja ocorrendo. “Não podemos ficar sofrendo sozinhos”, finalizou, reiterando a importância de buscar ajuda quando necessário.

Confira a entrevista completa

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