You dont have javascript enabled! Please download Google Chrome!

Geral Região

Jovem é feliz trabalhando na agricultura e pecuária

“Fiquei porque quis. Os meus pais me incentivaram a estudar, mas meu sonho sempre foi permanecer na agricultura”. A declaração é de Cassiano Lorencet, 25 anos, que reside com o pai Agenor, a mãe Eva, a esposa Fernanda e a filha Isadora na comunidade de Campo Alto, interior de Protásio Alves.

Se o êxodo rural é o grande problema da agricultura familiar, a administração municipal de Protásio Alves comemora decisões como as do Cassiano e apoia a produção agrícola e pecuária com pavimentação asfáltica em parte das estradas do interior e conservação delas com a colocação de brita e auxílio na silagem com subsídios de 50% no valor do trator agrícola e ensiladeira e serviço de retroescavadeira para limpeza dos silos e cobertura.

Cassiano conta que cursou o Ensino Médio, trabalhou durante três anos como industriário em uma empresa de Nova Prata, mas decidiu voltar para realizar seu sonho.  Na propriedade da família, ele e o pai mantêm estufa de morangos, galpões com 1.400 suínos, gado de corte com 54 reses e ainda cultivam milho, soja, aveia e azevém. Eles alternam os cultivos para ter mais produtividade e garantir alimentação aos animais.

A diversificação da família Lorencet vai além do cultivo da terra. Apostando na suinocultura, Cassiano diz que a atividade é a que garante maior renda. Porém, a produção de morangos, cujas mudas são importadas do Chile a uma temperatura de – 6º C, apresenta melhor relação investimento/rentabilidade.

Ele explica que o tempo útil da muda de morango é de três anos e, neste período, a produtividade alcança 15 mil quilos cuja comercialização alcança os 90% a particulares. Cassiano diz ainda que com o investimento de R$ 40 mil a estufa foi construída e o retorno chega a 70%. A demanda na área é a de mão de obra.

Na suinocultura, a família Lorencet trabalha com a terminação, ou seja, entrega a cada 60 dias lote de 700 suínos à empresa a qual é integrada.  O tratamento e a alimentação nos galpões são automatizados e exige bem menos mão de obra. No ramo de gado de corte, o mercado é regional e apresenta margem de lucro menor, comenta Cassiano. Porém, o cultivo agrícola supre a necessidade da propriedade que compra sais minerais e ração apenas no final do inverno.

Sobre as comodidades de viver no interior, Cassiano fala da estrada asfaltada que passa em frente à propriedade, da fibra óptica que leva sinal de internet  e supre a necessidade de conexão. Ele comenta que o apoio e os serviços do Poder Público ajudam na permanência dos jovens na agricultura e na sucessão familiar.

Agenor acompanha o filho Cassiano nas lides da propriedade rural e diz que colabora com trabalho e conselhos.

 Agenor e Eva têm mais dois filhos, Edson e Edna, que já não residem com a família.

Fotos: Sonia Reginato/C+C

– Quer receber as notícias da Studio no seu WhatsApp? Então clique aqui e faça parte de nosso grupo.

A Rádio Studio não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Agenda | Próximos Eventos

  1. XXIV Baile de Casais | Caravággio Vila Flores

    19 outubro | 22:30

WhatsApp

error: Este conteúdo é protegido