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Política

Deputado propõe volta da educação moral e cívica nas escolas

O deputado estadual Mateus Wesp (PSDB) defende o retorno da disciplina de Educação Moral e Cívica no currículo escolar gaúcho. A proposta elaborada pelo parlamentar visa atingir a educação pública e privada do Rio Grande do Sul.

Ele já protocolou o documento na Assembleia Legislativa. Agora, o processo passa a tramitar nas comissões da Casa para posteriormente entrar em discussão no plenário.

No ano passado, a pauta já tramitava na Câmara de Vereadores de Passo Fundo, enquanto ainda era vereador do Município, mas acabou arquivada.

Na última quinta-feira (20), Wesp ocupou a tribuna do Plenário 20 de Setembro, na Assembleia Legislativa, para abordar o interesse no retorno da matéria. No discurso, o deputado destacou a importância do tema, sobretudo diante da circulação de ideias “equivocadas” na sociedade.

De acordo com Mateus Wesp, o objetivo é abrir a possibilidade de democratizar a discussão de temas fundamentais da Constituição brasileira. Segundo ele, a matéria é atualizada e diferente de como funcionava antigamente nas escolas. “Nós precisamos abrir a discussão de valores que pautam e são fundamentais no nosso regime político, como a compreensão do ordenamento jurídico, informações que hoje são elitizadas.

O ordenamento é complexo, mas as informações deveriam ser de conhecimento de todos, como saber a diferença entre Município, Estado e União. A diferença do vereador para o deputado estadual”, exemplifica.

O deputado acredita que os valores cívicos devem ser colocados nas escolas acima de preconceitos ideológicos. Segundo Wesp, atualmente apenas estudantes de graduação têm a possibilidade de receber as informações de maneira lúcida.

“Essas informações técnicas que são de conhecimento de quem faz curso de Direito, que nem todos podem pagar, devem ser democratizadas, de fácil acesso. Isso só pode acontecer se for na escola, passível de todos terem contato com a disciplina. Precisamos evitar que o Estado seja instrumentalizado para doutrinação, tanto para pautas políticas de esquerda quanto de direita. Acima dessas pautas, temos a formação de valores nacionais. Os valores têm que ser ensinados para todas as pessoas, oportunizar essa experiência de forma lúcida nas escolas, sem preconceitos ideológicos, sem ideologizar pautas técnicas”, afirma.

Outro ponto que Wesp cita é que a formação do indivíduo deve ser pautada, também, pela influência familiar.

“Não de forma estatizada, exclusiva do Estado, mas com a participação da família, que deve pautar valores morais mais adequados. Estamos discutindo a capacidade das famílias estarem em contato direto com a formação de suas crianças, como acontece em países europeus, em que elas contratam professores por meio de conselhos municipais”, completa o deputado estadual.

Num primeiro momento, Wesp quer o retorno da disciplina. Posteriormente, a discussão da forma como o conteúdo será disseminado.

“Hoje o Estado interfere demais na formação das pessoas e possibilita a formação totalitária dos indivíduos. Isso será diferente. Não vivemos mais num período de exceção, de um Estado de direito, como vivíamos há 30 anos. Estamos num período democrático, em que a formação de valores nacionais deve estar acima de pautas ideológicas de governo. Temos que ensinar os cidadão a amarem o Brasil acima de suas ideologias partidárias”, conclui.

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