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Geral

Estabelecimentos são interditados em operação contra desmanches ilegais

Nova edição da Operação Desmanche interditou dois estabelecimentos irregulares em Pelotas - Foto: Divulgação/SSP

A 64ª edição da Operação Desmanche apreendeu cerca de 35 toneladas de sucata automotiva em dois estabelecimentos interditados em Pelotas nesta quarta-feira (13). Um dos locais já havia sido interditado em julho de 2017 pela mesma operação. Designada pelo governador José Ivo Sartori, a força-tarefa atua na fiscalização dos desmanches ilegais.

O coordenador da operação, coronel Cesar Augusto Pereira, esclarece que há um agravante na legislação para a reincidência no delito, que amplia o valor da multa aplicada. O dono foi notificado e o local fechado novamente. “É importante também apelar para conscientização da comunidade para denunciar locais não identificados com o Detran e, principalmente, não comprar peças sem procedência”.

Pereira avalia ainda a importância de frear o roubo e o furto de veículos. “Combatemos uma das fontes de lucro desse tipo de crime, que é a comercialização de peças irregulares. Isso colabora para reduzir estes indicadores”, completa.

A Operação Desmanche já interditou 101 locais, apreendeu cerca de cinco mil toneladas de sucata automotiva e prendeu mais de 60 pessoas.

Designada por Sartori, força-tarefa atua para combater desmanches irregulares e comércio de peças ilegais
Designada por Sartori, força-tarefa atua para combater desmanches irregulares e comércio de peças ilegais – Foto: Divulgação/SSP

Trabalho integrado

A Desmanche integra esforços da Polícia Civil (PC), Brigada Militar (BM), Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Detran RS. As peças apreendidas são encaminhadas para a Gerdau, parceira do Estado, que as recicla, transforma em material de trabalho e dá novo destino às peças.

A ação já passou por 35 municípios: Portão, Passa Sete, Candelária, Curumim, Soledade, Santa Maria, Carlos Barbosa, Sapiranga, Eldorado do Sul, Erechim, Guaíba, Porto Alegre, Cachoeirinha, Portão, Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Novo Hamburgo, Montenegro, Pelotas, São Sebastião do Caí, Estrela, Parobé, Esteio, Alvorada, Camaquã, Caxias do Sul, Arroio dos Ratos, Capão da Canoa, Torres, São Leopoldo, Almirante Tamandaré do Sul, Rio Pardo e Sarandi.

Cada órgão envolvido tem função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) coordena o trabalho e define os alvos, por meio do Setor de Inteligência. O IGP identifica peças roubadas e atua na parte criminal das operações, junto com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran RS autua administrativamente as empresas e coordena a apreensão da sucata e destinação para reciclagem. A BM faz a segurança da operação com policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Consulta a peças

O consumidor pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran RS. Elas têm o logotipo do órgão na fachada. Além disso, cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar no site do Detran RS a relação de empresas credenciadas e fazer uma busca por peças e por município. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passam pelo aval de um responsável técnico, que atesta as condições de segurança.

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