Policial

Polícia Civil deflagra operação no combate ao aliciamento de motoristas de carga

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFC), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), sob a coordenação do Delegado Alexandre Luiz Fleck, na manhã desta quarta-feira (16.05.18), deflagrou a Operação Raptor, que combate o aliciamento a motoristas de carga para fins de subtração

As investigações começaram a partir de suspeitas envolvendo suposto roubo de cargas, sendo uma de Erva Mate, ocorrida em agosto de 2017, e uma de carne, ocorrida em setembro de 2017. Diante dos relatos feitos e indícios colhidos, desconfiou-se que se tratavam os fatos, em verdade, de furto, cometido através de aliciamento de motorista para a entrega da carga e falso relato à Polícia Judiciária.

A Especializada monitorou os indivíduos suspeitos de integrarem o esquema criminoso durante seis meses, sendo verificados diversos indícios da prática ilícita organizada, voltada para a subtração de cargas mediante o aliciamento de motoristas. Os indivíduos estão sediados na Região Metropolitana de Porto Alegre, em especial no eixo até o Vale dos Sinos. Da investigação resultou a deflagração da Operação Raptor (aliciador, em latim) na data de hoje. Foram cumpridos 13 (treze) mandados de busca e apreensão, nas cidades de Esteio, Sapucaia do Sul, Porto Alegre e São Leopoldo.

No cumprimento das ordens judicias, 3 indivíduos foram presos em flagrante. Foram apreendidos uma espingarda calibre .20, 07 (sete) munições calibre .20, 06 (seis) munições calibre .28, 02 (duas) munições calibre .380, 7 (sete) aparelhos de telefone celular, 09 (nove) pacotes de cigarros de origem estrangeira, 40 (quarenta) pacotes de papel de seda para cigarro de origem estrangeira e 13 (treze) garrafas térmicas com suspeita de origem ilícita.

O Del. Fleck ressaltou que os fatos investigados apontam para uma espécie criminosa envolvendo roubo de cargas que está no foco da Especializada: o aliciamento. Segundo o Delegado, “alguns criminosos estão optando por esta espécie de crime, por envolver riscos menores e por se tratar de um crime com punição menos severa pelo Código Penal”.

As prisões em flagrante são efetivadas na DRFC/DEIC, sendo os presos autuados por posse irregular de arma e munição de uso permitido, com penas entre 1 (um) e 2 (dois) anos de reclusão, e contrabando, com penas entre 2 (dois) e 5 (cinco) anos de reclusão, sendo arbitrada fiança nos casos cabíveis. Após, serão os autuados liberados (se satisfizerem a fiança), ou encaminhados ao sistema prisional.


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